E você voltou. Não pela blusa, mas por mim. A gente nem se conhecia e você voltou pra perguntar se eu tava bem. Descobri que gostávamos dos mesmos autores, dos mesmos filmes e da mesma série (aquela que ninguém sabe que existe). Você disse que sabia tocar La Valse d'Amélie no piano e eu te contei que fui bailarina. Eu comentei que estava com dor de cabeça e você me disse que era o rei das dores e dos remédios. Descobrimos quão doentes somos e como podemos suportar qualquer dorzinha enquanto estivermos trocando palavras bonitas.
Você cantou pra mim. Tocou piano pra mim. Me prometeu muffins de chocolate, massagem nas costas, remédios (trazidos por seu pombo-correio!), comida japonesa, um montão de livro da biblioteca do seu pai, um banho na sua banheira legal e beijinhos, um monte deles. Disse que eu sou maravilhosa e que não liga para o que os outros pensam de mim desde que eu não ligue também. Foi aí que você me ganhou de vez, caso não saiba disso ainda.
Nos conhecemos na hora errada e você insistiu em voltar na hora certa. Obrigada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário